quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

shadow?

aos poucos vamos nos dando conta do mundo que nos cerca.
junto com outras descobertas (como de que meu coração veio programado de fábrica e bate sozinho) me dei conta que existem sombras.
e pior ainda, a minha própria sombra!
sempre me incomodei muito com a minha. na verdade não exatamente com a sombra em si, nada pessoal, mas com meu relacionamento indefinido e indecifrável com ela.
não entendia quando me olhava no espelho, procurava lá dentro... e lá ela estava, ao mesmo tempo que estava comigo aqui, do outro lado. afinal o que ela queria, da onde tinha vindo e porque se comportava de formas tão diferentes?
caminhava na rua e, por vezes, me sentia perseguida. olhava pra trás e via minha réplica se arrastando, me acompanhando em cada movimento. tentava escapar, me desligar de alguma forma, me libertar.
outras vezes era como se ela quisesse se desprender de mim e eu estivesse mantendo-a refém. amedrontada pela possibilidade de perder parte do meu ser, me pegava na constante tentativa de impedir a fuga.
acontecia de ela sumir. no começo eu ficava aflita. depois de um certo tempo aprendi que ela podia não aparecer por alguns momentos, mas cedo ou tarde sempre voltava.
no final das contas, ela sempre está em algum lugar, mesmo que dispersa, camuflada, ou ainda dividida em várias com diferentes tamanhos e tons.
comecei a respeitar e a coexistir pacificamente com minha silhueta projetada. jamais entender.
com o passar do tempo me apeguei, passei a confiar. minha companheira eterna. a única manifestação do mundo que tenho certeza de que sempre vai estar comigo.

ela só consegue se esconder por completo quando não há luz.
acho que é por isso que as pessoas têm medo do escuro.
esse medo nunca tive, afinal, minha relação é muito bem resolvida, e tenho certeza que ela está lá, apesar de não poder vê-la.

minha grande diversão? visitar as sombras dos outros.
algo como acessar um mundo secreto.

sempre me pergunto se não somos nós, estes seres que se dizem tão racionais, as verdadeiras sombras num mundo de espelhos...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

bluepill?

eles mandaram pílulas azuis! azuis!!!!!!
claramente um complô querendo comprometer minhas atividades cerebrais.
queima de arquivo!
fly! fly away!!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

diary?

o que faz um transtornado compulsivo e obsessivo sem seu habitual aglomerado com folhas de papel que trazem informações sobre o dia, a semana e o mês, além de produzir uma réplica idêntica a tal página?
bem, ele pira totalmente na batatinha!

.danger.
.keep away.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

inquilina?

há algum tempo tive a surpresa de me ter sido requisitado passar por um procedimento altamente complexo e magnético, a fim de analisar as possibilidade de eu poder realizar atividades incrivelmente periculosas e de alto impacto, em missões quase impossíveis.
uma translação depois, resolvi proceder com o temido teste.
no período seguinte, os resultados foram analisados por diversos especialistas, com distintas interpretações, pela complexidade do caso.
fato: tenho uma inquilina, que foi claramente implantada durante uma abdução.
o interessante nisso tudo é que vou absorver minha intrusa. sim, exatamente isso, darei conta da invasora sozinha.
praticarei uma auto-abdução.
ganhei minha primeira missão, ora. :)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

= ?

i think i'm different...
but i'm probably just like everybody else,
as long as everybody think that is different.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

úmido?

as vezes
acho que falta umidade no ar do universo,
e é preciso me fazer chorar pra suprir essa carência.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

ordem?

apesar de que minhas férias vão ser completamente virtuais, ao passar por esse doce período do ano lembro de histórias colecionadas ao longo dos anos nesses dias mágicos. uma delas...
era uma vez uma tai sozinha em casa.
uma tai sozinha em casa e entediada.
muuuito entediada.
a tai resolveu fazer um cinema em casa já que não era uma possibilidade ir para a rua em dia de derretimento coletivo.
catou todos filmes e similares dos armários, e eis que no meio de revirações topou com clássicos que mereciam ser projetados... entre eles o once upon a time in america.
preparou tudo: ar condicionado muito bem regulado, petiscos a postos. pegou o dvd e colocou no aparelho, se aconchegou e deu play.
o filme começou de sopetão, sem advertência, sem menu, sem configurações de áudio e legendas, sem informações, sem nada... simplesmente rodou.
achou esquisito, mas pensou: "bom, é filme de gângster, talvez eles(?) tenham levado a sério demais e incorporaram o estilo mafioso no próprio dvd..."
assistiu o tal filme por horas a fio. achou esquisito - pela segunda vez - alguns momentos em que apareciam informações aparentemente soltas de alguma forma, mas acreditava que as referências eram à outros filmes das irmandades, as quais ela não dispunha por não ser acostumada a esta linha de produções cinematográficas. afinal, não se pode ter tudo...
o mundo girou, a temperatura aumentou, o filme acabou... apareceram os créditos.
achou esquisito - pela terceira vez - já que eram dois dvds dentro da caixinha... mas até então imaginava que o outro disco fosse de extras.
quando se aproximou do aparelho pra tirar o dvd, realizou a situação. leu a temida e inesperada inscrição sobre o objeto: "disco 2".
resultado... combinou consigo mesmo que esperaria um bom intervalo de tempo, algo em torno de um ano, pra tentar esmaecer a lembrança da metade final do filme, e então ver a produção completa, na sua devida, esperada e confortante ordem.
só a tai consegue essas coisas.
anyway, pra quem ainda não viu... mexa-se. muito bom filme.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

contra?

eu e minhas implicâncias com datas festivas em geral...
natal é incomentável.
o alvo é o reveillon.
astronomicamente o que muda? um ano solar novo incia... é, isso quer dizer alguma coisa. é um ciclo novo de alguma forma. mas a maioria das pessoas usa isso como um marco absoluto, e quando vai chegando final de outubro, começa a chutar todos os planos e coisas a serem resolvidas pro ano que vem, e isso é péssimo. muito péssimo.
vale sim fazer planos, e de preferência fazer de tudo pra ativar eles, mas não precisa condicionar os planos ao ano novo...
normalmente desejamos 'feliz ano novo' pra um bando de gente que, não que desejemos o contrário, mas simplesmente não emitimos nenhuma energia em relação aquelas pessoas. portanto, na grande maioria das vezes não faz o menor sentido.
tá... é verdade que movimentar energia gera energia, tal qual o princípio wicca de "cuida para o que apontas e o que desejas, já que quando tens um dedo em riste contra alguém, outros três dedos teus estão contra ti!"
pois muito bem... mas desejar feliz ano novo pra deus e o mundo pensando nesse princípio é muito egoísmo. nesse caso é mais fácil e menos desgastante fazer um ritual solitário.
não gosto de desejar 'feliz ano novo'. na minha idéia faz mais sentido desejar um 'ano novo justo', que as pessoas aprendam o que tem que aprender, passem pelas situações que precisam, tenham as regalias que merecem e que fizeram por merecer.
então, é isso que eu desejo a todos meus queridos leitores que aturam minhas rabugices: que esse novo ano sirva pra acumular histórias a serem contadas, adquirir muitas experiências e colher as alegrias que foram plantadas.
acho que é isso. :)