recorrências. e estranhas, muito estranhas...
não é de hoje nem de pouco que tenho esses sonhos escalafobéticos, enigmáticos e simbólicos.
mas também... o que mais esperar de uma mente borbulhante como a minha?
bem...
os sonhos são variados, mas com a mesma variante (han? han?): a profunda necessidade da minha alma de movimentar as pernas colocando uma a frente da outra com determinada distância e certa velocidade, ou, o simples correr para alguns. para que? ora, para conseguir a minha liberdade! e o que acompanha essa necessidade? a angustiante sensação de impotência ao tentar mover os membros inferiores sem sucesso, sem conseguir imprimir velocidade, sem nenhum tipo de movimentação significativa. mexo as pernas, mas como se atada a algo que me segura pelas costas, mesmo com todo esforço possível não atinjo o torque suficiente para sair do local e mudar o cenário, e, acabo correndo no mesmo lugar.
mais significativo que isso? nem teste roschard.
quebras de paradigma (mode [ON] off. não mudanças, apenas quebras) começando por um bem simples: postagem em dia impar. não vai se repetir, é só para interrompter a confluência de energia, quem sabe assim consigo a aerodinâmica necessária para correr. sabe se lá onde tudo isso vai me levar...
things are already changing, and, the best things come from nowhere. :)
and it's always a better place, isn't it? :)
espero que suficientemente longe, e suficientemente perto. :)
preciso de novos e bons ares. :)
e, a trilha sonora:
diga-se de passagem, aceito convites e propostas para assistir aos shows deles no brasil em setembro.
tá, agora chega.
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
espirro?
ainda nos domínios de morpheus...
sonhei que estava deitada na cama, inebriada pela doce sensação de acordar sem despertador, simplesmente despertar. no meio da paz surge aquele desejo inquietante.
vontade inenarrável de espirrar...
acompanhada pelo pensamento de que se eu não quisesse, não precisaria espirrar. ora, quando estamos dormindo não espirramos (teoria intrínseca ao sonho). portanto, bastava fingir que ainda dormia e não tentar evitar o espirro, este concluiria que eu estava dormindo e se dissiparia. assim fiz e assim foi. depois que acordei (ainda dentro do sonho, que começou quando eu estava acordando), tive a grande idéia.
seria este o tema da minha próxima criação.
uma grande tela branca. o quadro vazio representaria uma série de espirros. como? de acordo com a teoria só se espirra quando se quer, certo? bem, como eu não gosto de espirrar, a tela seria a tradução de todos os espirros que neguei durante minha vida, a materialização de todos aqueles que não libertei. lá estaria o quadro, aguardando ser marcado, esperando por um espirro que eu deixasse acontecer.
não paro de pensar que os espirros, de alguma forma, estão relacionados à mania de querer controlar as coisas; ou ainda ao poder que se tem sobre a própria vida, o que se permite ou não que aconteça.
de certa forma, i'm the only one who can make my own hell or my own heaven.
será que realmente tenho todo esse controle?
poderosa megalomania prepotente.
redundância? incoerência?
bom, chega de retórica.
definitivamente, meu alter-ego β é artista plástico.
sonhei que estava deitada na cama, inebriada pela doce sensação de acordar sem despertador, simplesmente despertar. no meio da paz surge aquele desejo inquietante.
vontade inenarrável de espirrar...
acompanhada pelo pensamento de que se eu não quisesse, não precisaria espirrar. ora, quando estamos dormindo não espirramos (teoria intrínseca ao sonho). portanto, bastava fingir que ainda dormia e não tentar evitar o espirro, este concluiria que eu estava dormindo e se dissiparia. assim fiz e assim foi. depois que acordei (ainda dentro do sonho, que começou quando eu estava acordando), tive a grande idéia.
seria este o tema da minha próxima criação.
uma grande tela branca. o quadro vazio representaria uma série de espirros. como? de acordo com a teoria só se espirra quando se quer, certo? bem, como eu não gosto de espirrar, a tela seria a tradução de todos os espirros que neguei durante minha vida, a materialização de todos aqueles que não libertei. lá estaria o quadro, aguardando ser marcado, esperando por um espirro que eu deixasse acontecer.
não paro de pensar que os espirros, de alguma forma, estão relacionados à mania de querer controlar as coisas; ou ainda ao poder que se tem sobre a própria vida, o que se permite ou não que aconteça.
de certa forma, i'm the only one who can make my own hell or my own heaven.
será que realmente tenho todo esse controle?
poderosa megalomania prepotente.
redundância? incoerência?
bom, chega de retórica.
definitivamente, meu alter-ego β é artista plástico.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
piratas?
ora... quem disse que não há piratas nos dias de hoje?
para mim é bem claro que existem, mas ao invés de serem piratas dos mares, são na verdade piratas urbanos.
surrupiadores de toda laia.
aliás, estas são criaturas constantes nos meus sonhos, como protagonistas de uma série. não passam de uma versão moderna dos velhos lobos dos mares, incluindo alguma burocracia.
no meu universo onírico funcionam de forma curiosa: são divididos em grupos. cada trupe é responsável por determinada área da cidade, e pode tirar de cada casa certa cota em itens de sua livre escolha. de tempos em tempos aparecem, invadem a residência sem nenhum tipo de cerimônia como se fossem funcionários a fim de cumprir seu dever, e começam a confiscar o que lhes apraz, sempre respeitando a estranha cota.
em uma das vezes foi diferente.
ao invés de recolherem objetos da minha casa, um dos mandantes viu meus quadros na parede, e resolveu que eu teria que pagar através de pinturas que faria especialmente para a sede dos piratas urbanos. para isso tive um prazo insano, algo como dois ou três dias para produzir painéis enormes, que obviamente deveriam agradar, senão provavelmente algo ruim aconteceria comigo.
a entrega foi a parte mais escalafobética. era em um lugar afastado, como se fossem pavilhões de uma fábrica abandonada, mas tudo muito bem cuidado e decorado. depois de andarmos por um infindável labirinto de imponentes portas e fechaduras por todos os lados, chegamos ao chefão, que me recebeu de forma respeitosa e amigável, conversou sobre amenidades e agradeceu pelo trabalho. enquanto me retirava do recinto, continuou fumando seu charuto, muito bem aconchegado em sua poltrona.
alguém arrisca uma interpretação?
para mim é bem claro que existem, mas ao invés de serem piratas dos mares, são na verdade piratas urbanos.
surrupiadores de toda laia.
aliás, estas são criaturas constantes nos meus sonhos, como protagonistas de uma série. não passam de uma versão moderna dos velhos lobos dos mares, incluindo alguma burocracia.
no meu universo onírico funcionam de forma curiosa: são divididos em grupos. cada trupe é responsável por determinada área da cidade, e pode tirar de cada casa certa cota em itens de sua livre escolha. de tempos em tempos aparecem, invadem a residência sem nenhum tipo de cerimônia como se fossem funcionários a fim de cumprir seu dever, e começam a confiscar o que lhes apraz, sempre respeitando a estranha cota.
em uma das vezes foi diferente.
ao invés de recolherem objetos da minha casa, um dos mandantes viu meus quadros na parede, e resolveu que eu teria que pagar através de pinturas que faria especialmente para a sede dos piratas urbanos. para isso tive um prazo insano, algo como dois ou três dias para produzir painéis enormes, que obviamente deveriam agradar, senão provavelmente algo ruim aconteceria comigo.
a entrega foi a parte mais escalafobética. era em um lugar afastado, como se fossem pavilhões de uma fábrica abandonada, mas tudo muito bem cuidado e decorado. depois de andarmos por um infindável labirinto de imponentes portas e fechaduras por todos os lados, chegamos ao chefão, que me recebeu de forma respeitosa e amigável, conversou sobre amenidades e agradeceu pelo trabalho. enquanto me retirava do recinto, continuou fumando seu charuto, muito bem aconchegado em sua poltrona.
alguém arrisca uma interpretação?
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