o olhar vazio, cativa mais que as palavras pensadas
fere a razão e faz sangrar o orgulho
aquele que divaga, apesar de não fazer opções
não pode prever o seu futuro
nada mais é sustentado pelo simples palco
as artes já não pintam mais sua cara
a marca não quer mais ser vendida
e o todo agora só pensa em números
coisas a fazer, e a vontade guardada no canto da sala
nem tudo é programável, ou pode ser mantido sob controle
as cores já não sabem, e nem podem ser admiradas
e os dias, tão esperados, não suportam mais serem dançados
quando sublime, duvidado, racionalmente, momento raro
pulsando o inefável descobrimento do sentimento crucial
armando o ar com a mais leve e simples surdez
não esquecendo da inércia, que nunca deixa de estar
direto de algum lugar do universo paralelo,
produzido por um ser já extinto:
a tai pseudo-escritora.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
mess?
sexta-feira, 13 de março de 2009
journey?
i did it.
i'm a survivor.
wonder woman.
back to life...
...
life?
where is it?
¤
now, the journey has started.
¤
i'm a survivor.
wonder woman.
back to life...
...
life?
where is it?
¤
now, the journey has started.
¤
sexta-feira, 6 de março de 2009
free?
sem chances de lapsos criativos, deixarei na companhia de vocês uma das minhas porta-vozes prediletas.
there's a dream that I see, I pray it can be
look cross the land, shake this land
a wish or a command
a dream that I see, don't kill it, it's free
you're just human, you get what you can
we all do what we can
so we can do just one more thing
we can all be free
maybe not with words
maybe not with a look
but with your mind
listen to me, don't walk that street
there's always an end to it
come and be free, you know who we are
we're just living people
we won't have a thing
so we've got nothing to lose
we could all be free
maybe not with words
maybe not with a look
but with your mind
runnin high
runnin low
standing slow
on and on
here we go
runnin hard
runnin long
but do you now
where to go
do we know
can you please, help me
where to go
do you know
can you please
please help.
there's a dream that I see, I pray it can be
look cross the land, shake this land
a wish or a command
a dream that I see, don't kill it, it's free
you're just human, you get what you can
we all do what we can
so we can do just one more thing
we can all be free
maybe not with words
maybe not with a look
but with your mind
listen to me, don't walk that street
there's always an end to it
come and be free, you know who we are
we're just living people
we won't have a thing
so we've got nothing to lose
we could all be free
maybe not with words
maybe not with a look
but with your mind
runnin high
runnin low
standing slow
on and on
here we go
runnin hard
runnin long
but do you now
where to go
do we know
can you please, help me
where to go
do you know
can you please
please help.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
shadow?
aos poucos vamos nos dando conta do mundo que nos cerca.
junto com outras descobertas (como de que meu coração veio programado de fábrica e bate sozinho) me dei conta que existem sombras.
e pior ainda, a minha própria sombra!
sempre me incomodei muito com a minha. na verdade não exatamente com a sombra em si, nada pessoal, mas com meu relacionamento indefinido e indecifrável com ela.
não entendia quando me olhava no espelho, procurava lá dentro... e lá ela estava, ao mesmo tempo que estava comigo aqui, do outro lado. afinal o que ela queria, da onde tinha vindo e porque se comportava de formas tão diferentes?
caminhava na rua e, por vezes, me sentia perseguida. olhava pra trás e via minha réplica se arrastando, me acompanhando em cada movimento. tentava escapar, me desligar de alguma forma, me libertar.
outras vezes era como se ela quisesse se desprender de mim e eu estivesse mantendo-a refém. amedrontada pela possibilidade de perder parte do meu ser, me pegava na constante tentativa de impedir a fuga.
acontecia de ela sumir. no começo eu ficava aflita. depois de um certo tempo aprendi que ela podia não aparecer por alguns momentos, mas cedo ou tarde sempre voltava.
no final das contas, ela sempre está em algum lugar, mesmo que dispersa, camuflada, ou ainda dividida em várias com diferentes tamanhos e tons.
comecei a respeitar e a coexistir pacificamente com minha silhueta projetada. jamais entender.
com o passar do tempo me apeguei, passei a confiar. minha companheira eterna. a única manifestação do mundo que tenho certeza de que sempre vai estar comigo.
ela só consegue se esconder por completo quando não há luz.
acho que é por isso que as pessoas têm medo do escuro.
esse medo nunca tive, afinal, minha relação é muito bem resolvida, e tenho certeza que ela está lá, apesar de não poder vê-la.
minha grande diversão? visitar as sombras dos outros.
algo como acessar um mundo secreto.
sempre me pergunto se não somos nós, estes seres que se dizem tão racionais, as verdadeiras sombras num mundo de espelhos...
junto com outras descobertas (como de que meu coração veio programado de fábrica e bate sozinho) me dei conta que existem sombras.
e pior ainda, a minha própria sombra!
sempre me incomodei muito com a minha. na verdade não exatamente com a sombra em si, nada pessoal, mas com meu relacionamento indefinido e indecifrável com ela.
não entendia quando me olhava no espelho, procurava lá dentro... e lá ela estava, ao mesmo tempo que estava comigo aqui, do outro lado. afinal o que ela queria, da onde tinha vindo e porque se comportava de formas tão diferentes?
caminhava na rua e, por vezes, me sentia perseguida. olhava pra trás e via minha réplica se arrastando, me acompanhando em cada movimento. tentava escapar, me desligar de alguma forma, me libertar.
outras vezes era como se ela quisesse se desprender de mim e eu estivesse mantendo-a refém. amedrontada pela possibilidade de perder parte do meu ser, me pegava na constante tentativa de impedir a fuga.
acontecia de ela sumir. no começo eu ficava aflita. depois de um certo tempo aprendi que ela podia não aparecer por alguns momentos, mas cedo ou tarde sempre voltava.
no final das contas, ela sempre está em algum lugar, mesmo que dispersa, camuflada, ou ainda dividida em várias com diferentes tamanhos e tons.
comecei a respeitar e a coexistir pacificamente com minha silhueta projetada. jamais entender.
com o passar do tempo me apeguei, passei a confiar. minha companheira eterna. a única manifestação do mundo que tenho certeza de que sempre vai estar comigo.
ela só consegue se esconder por completo quando não há luz.
acho que é por isso que as pessoas têm medo do escuro.
esse medo nunca tive, afinal, minha relação é muito bem resolvida, e tenho certeza que ela está lá, apesar de não poder vê-la.
minha grande diversão? visitar as sombras dos outros.
algo como acessar um mundo secreto.
sempre me pergunto se não somos nós, estes seres que se dizem tão racionais, as verdadeiras sombras num mundo de espelhos...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
bluepill?
eles mandaram pílulas azuis! azuis!!!!!!
claramente um complô querendo comprometer minhas atividades cerebrais.
queima de arquivo!
fly! fly away!!!

claramente um complô querendo comprometer minhas atividades cerebrais.
queima de arquivo!
fly! fly away!!!
by Tina Von Wiesen.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
diary?
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